segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Marcha no centro de Vitória contra o exterrminio da juventude negra


Marcha contra o extermínio da juventude negra


O Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo ( FEJUNES), prepara a sua primeira marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra, que será realizada no Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), em Vitória/ES.

A Marcha pretende denunciar o extermínio sofrido pela juventude negra, reivindicando políticas públicas para reverter essa situação e lembrar da imortalidade de Zumbi dos Palmares.

Contamos com a presença de todos/as.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

E o barco levou


O Porto de um lado, o Centro de Vitória de outro, e uma leve brisa passando no ar. Esse é o visual e o clima vivenciado pelas pessoas que cortam a bacia de vitória cotidianamente utilizando os botes de catraia.

Há muitos anos os barcos de catraia funcionam como importante meio de transporte alternativo para quem mora na cidade e quer fugir do trânsito e dos engarrafamentos. O percurso de Paul ao Centro, feito em uma média de 35 minutos de ônibus, pode ser feito em apenas 10, utilizando os famosos “barquinhos”. Vitor Brandão de Queiroz é um dos moradores de Paul que utilizam freqüentemente os barcos de catraia e, para ele, o principal motivo pela opção é a comodidade. “A facilidade é maior e você consegue evitar o trânsito. Quando vou para Vitória de carro fico mais tempo dentro do carro do que fora dele” diz Queriroz.


Além de mais rápido e cômodo, o transporte é também uma opção mais barata que as tradicionais. A passagem custa R$ 1,25 por pessoa, uma economia de R$ 0,65 centavos em relação ao transporte coletivo. Não podemos esquecer que é também um meio de locomoção sustentável, pois os barcos são movidos a remo e, portanto, não poluem o ar, nem a água.

No porto, trabalham 17 catraieros que atuam de forma cooperativa, compartilhando o uso de 14 embarcações. Luciano Golçalves Mendes, 36, é um deles, e há 17 trabalha como catraieiro, garantindo assim o sustento pessoal e da família. “Às vezes trabalho no porto, mas quando não tenho serviço lá, é aqui que tenho uma opção de sustento” diz Luciano. Para Luciano, a profissão é ainda uma forma de conhecer pessoas e fortalecer amizades, segundo ele “catraieiro é mais conhecido do que moeda de 10 centavos”.

Para quem ainda não experimentou essa modalidade de transporte, vale a pena tentar! É uma opção rápida, segura e ecológica. Os botes de catraia ficam disponíveis para transporte de passageiros de segunda à sexta, das sete às dezenove horas, e no sábado das sete às quatorze horas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Transtorno coletivo

Quem nunca passou mais ou menos umas duas horas com a bunda sentada em um ônibus? Ou nunca ficou esperando horas naqueles novos pontos de ônibus cobertos, que no verão bate sol e nos dias de chuva molha tudo!? Bem, eu não estou acostumado a pegar ônibus todos os dias não, até por que no meu dia-a-dia eu uso mais a minha bicicleta. Mas de tanto ouvir as pessoas falando mal dos ônibus, resolvi sair um dia para ver como é essa experiência.
Confiram aí:

É, cá estou eu no ponto de ônibus esperando o terminal do Ibes, que por sinal está demorando muito. Daqui do ponto já dá pra imaginar o cotidiano de quem anda de ônibus todos os dias. Enfim, lá vem o buzão¹. Cheguei no terminal, mas nossa, como o ônibus estava lotado!

Próxima Parada: Terminal de Campo Grande.
Pelo jeito esse ônibus também vai estar super lotado. A fila tem mais ou menos uns 100 metros de comprimento. Por aqui passam várias pessoas desde idosos conversando sobre saúde até garotas conversando “pegação”. Mas já estou aqui sentado há 30 minutos e nada do ônibus. Enquanto isso, uma senhora sentou do meu lado e começou a reclamar da espera pelo coletivo, dizendo que quase sempre passava por isso e que já não suportava mais. Conversa vai, conversa vem; e de repente aparece o ônibus super lotado! Será que eu vou nesta viagem? Hum, não sei, acho que vou nessa mesmo!

Dentro do ônibus era quase impossível entrar, e confesso que nessa hora quase desisti e voltei pra minha casa, mas lá vamos nós! No decorrer da viagem entra um senhor com uma sacola enorme atrapalhando os passageiros a se locomoverem dentro do coletivo. Eu, olhando aquilo, pensei: “andar de ônibus não é agradável, mas sim necessário”. A viagem até Campo Grande foi calada e cansativa. É muito engraçado, dentro do coletivo a gente olha para as pessoas e não vê nenhum sorriso, as pessoas olham umas para as outras estranhamente. E assim foram os longos 60 minutos dentro do ônibus. Isso sem falar no trânsito no meio do caminho. O buzão ficou um tempinho parado. Já estou vendo como vai ser daqui pra frente!

Cheguei ao terminal cansado, enjoado, com os pés doendo e como se não bastasse fui comprar uma casquinha de baunilha e o rapaz me deu uma de chocolate branco. Sentei então para tomar minha casquinha e nesse meio tempo, uma senhora com um sacolão² enorme, aparentava ter uns 50 anos, morena, sentou-se ao meu lado e começou a contar algumas moedas. Eu não perdi tempo e puxei assunto:
- Boa tarde!
- Boa tarde! (respondeu gentilmente a senhora)
- Muito cansada de andar de ônibus?
- Eu não ando de ônibus, saio pedindo dinheiro aqui, a minha situação está precária...por falar nisso, você não tem algum dinheiro pra me arrumar?
- Não senhora, eu estou completamente duro³ – respondi sem graça.

Terminei de tomar minha casquinha e continuei meu rumo para conhecer como é o dia-a-dia no ônibus. Minha próxima parada agora é o terminal de Itacibá, e, por incrível que pareça vou sentado nesse ônibus...UFA! Dentro do ônibus, dessa vez, tinha um casal que por alguns segundos não paravam de se beijar, isso é impressionante! Mas enfim, depois de 25 minutos cheguei ao terminal de Itacibá. Filas enormes, pessoas voltando do trabalho, outras chegando da escola, outras passeando. Casos, histórias, fofocas, brigas, muitas coisas nós encontramos dentro dos terminais e dos ônibus.

Mas por que será que pagamos tão caro? As empresas de ônibus chegam a explorar o passageiro com o preço da passagem, e a situação só piora. Lotação nos coletivos, filas, esperas por ônibus que demoram horrores fazem parte do dia-a-dia dos usuários de transporte público. Acho que falta mais uma mobilização dos passageiros quanto a isso, até por que quem precisa do ônibus somos nós, e temos esse direito por que pagamos R$ 1,85. Mas será que teríamos escolha além dos ônibus? Nós, de classe baixa, que não temos carro, nem moto, ou algum outro meio de transporte, temos escolha?

Depois de toda essa ‘viagem’, cansado e com dor nos pés, deu a hora de voltar pra minha casa, mas ainda não estou alegre... por que daqui até lá vai ser uma longa viagem! Mas fazer o que né? Eu não tenho escolha!”.


¹buzão: gíria usada para se referir aos ônibus hoje. É muito usado pelos jovens.
²sacolão: aumentativo de sacola plástica.
³duro: No sentido da frase, a gíria “estar duro’ ou ‘liso” significa estar sem grana.

* Para entender mais sobre gírias confira a ultima edição da nossa revista Olho da Rua, Valores da Periferia.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ser negro é??


Desde quando o Brasil foi “descoberto” pelos portugueses, houve a necessidade de obter mão de obra barata para trabalhar nos cafezais e canaviais. Naquela época os negros foram raptados de sua terra, e submetidos a trabalhos escravos e a sessões de torturas constantes. Mesmo com tudo isso uma coisa existia entre eles, a força de vontade de lutar por uma vida melhor, pois sabiam que aquilo que estavam passando não era vida para eles.

Os negros nunca desistiram de sua liberdade. Mesmo sendo reprimidos pelos seus senhores, provocavam fugas e rebeliões como forma de pressionar a sociedade a lhe concederem a liberdade. Depois de muita luta os negros conseguiram uma suposta liberdade, que foi assinada pela princesa Isabel através da Lei Áurea (a lei área foi um documento que decretou a abolição da escravidão no Brasil). Hoje vemos que a princesa Isabel sempre foi vista pela sociedade como a salvadora do povo negro, mas é importante dizer que quem lutou e ralou por uma liberdade justa e não discriminatória foram os próprios negros.

Depois que a Lei Áurea foi assinada, os negros não conseguiram se encaixar na sociedade por não terem estudo e nem uma garantia mínima de sobrevivência. Por conta disso, os negros ficaram a margem da sociedade, formando assim as periferias. Hoje podemos ver que a população das periferias é basicamente negra, e que muitas das vezes não conseguem sequer uma oportunidade profissional por conta da histórica exclusão dos pobres e negros.

Silvana Ribeiro de 17 anos, moradora do bairro Zumbi dos Palmares, disse que sempre foi discriminada por se negra e por morar na favela. Ela contou que já perdeu vários empregos por isso. “Uma vez fui fazer uma entrevista para estágio em uma empresa. Chegando lá, me olharam de cima a baixo e me perguntaram onde morava e ainda fizeram uma gozação do nome do meu bairro. Fiz os exames tudo certinho e me disseram que ligariam para avisar sobre o estágio. Bom, até hoje estou esperando a ligação da empresa. Detalhe que só tinha eu de concorrente”, disse Silvana.

É triste saber que o racismo é tão naturalizado em nossa sociedade, pois esse exemplo da Silvana foi um dos vários que acontecem por ai. Nesse momento faço uma pergunta para todos e todas que estiverem lendo essa matéria. Quantas vezes estiveram em um ponto esperando um ônibus, e ao se aproximar uma pessoa negra, já surge no pensamento “Caramba é agora que eu vou ser assaltado (a)”, e quando vai ver não é nada!?

Uma vez estava na sala de aula, e passou um rapaz oferecendo um curso gratuito para os alunos. No formulário estava escrito “assinale a cor: branco, preto, pardo”. Minha amiga de sala olhou bem e disse; “É lógico que eu sou parda, né! Não sou preta”, sendo que ela era negra como eu. Percebi que muitas pessoas não aceitam sua negritude por terem medo de serem vistos pela sociedade como alguém que não se encaixa nos padrões estéticos das revistas de beleza. Aceitar sua negritude nada mais é do que valorizar seus traços culturais, sem se importar com o que as pessoas vão achar de você. E não teimar em acreditar que o racismo não existe e que temos todos os mesmos direitos.

Como já tinha falado no texto, o preconceito e o racismo sempre existiram, mesmo após a Lei Áurea. Vendo que o racismo e a repressão ao negro só cresciam com o passar do tempo, surge o Movimento Negro, lá pela década de 30.
Gilberto Batista Campos, historiador e militante do movimento negro, mais conhecido como Gilbertinho, diz que “o movimento negro sempre lutou pela valorização da cultura negra e pelo resgate da origem africana”. O movimento negro é um espaço de luta e um de seus objetivos é a valorização do povo negro e suas crenças e culturas. Hoje o movimento luta pela implantações de políticas públicas, ou seja, medidas que melhorem as condições da comunidade negra, já que a sociedade deve uma dívida impagável a população negra. Gilbertinho diz que “Uma das maiores vitórias adquirida pelo movimento foi à implantação de ações afirmativas com recorte racial (COTAS) e políticas públicas”.

Entretanto as cotas para negros não foram aceita na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), só a de estudantes de escolas públicas foram aceitas, sem o recorte racial. O movimento diz que as cotas sem recorte racial não foram uma vitória completa do movimento, mas irão esperar até o ano que vem para ver se elas irão contemplar a população negra. Bom, além da luta pela implantação de cotas na UFES, Gilbertinho diz que o movimento negro tem obtido grandes avanços. “Só em ver que hoje o debate contra o racismo está sendo feito pela própria sociedade, já é uma grande vitória, pois antes de tudo temos que matar o preconceito e o racismo dentro da cabeça das pessoas comenta ele”.





Dia da consciência negra, dia de luta!!

O dia 20 de novembro é uma data para se lembrar a resistência dos negros à escravidão. Foi exatamente nesse dia que Zumbi dos Palmares morreu lutando pela liberdade negra no nosso país. Zumbi dos Palmares foi o líder do Quilombo dos Palmares - que foi considerado o maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil. Porque o dia 20 de novembro foi escolhido como o dia da Consciência Negra e não o dia 13 de maio, que é o dia oficial da escravatura? O dia 13 de maio foi a data em que a lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel. Como já disse no texto, essa lei foi uma tentativa de calar a boca dos negros em suas reivindicações, oferecendo lhes uma falsa liberdade, mesmo a lei áurea sendo assinada, podemos perceber que o racismo nunca deixou de existir, ou de se manifestar cruelmente em nossa sociedade.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Periferia

Falar de periferia é algo que choca as pessoas. Pois quando falamos em periferia, vem às mentes das pessoas: miséria, violência, drogas, tráfico e etc.
Mas será que é só isso que acontece dentro da periferia? O que é periferia? Por que ela é mostrada de uma forma horrível pela mídia atual?
São tantas perguntas não é verdade? Então vamos começar a responder, com a visão das próprias pessoas que moram aqui.
Periferia é nada mais do que um lugar desestruturado e longe da região considerado central da cidade e que possui vários recursos, como escola, posto de saúde com bom atendimento... As pessoas que moram na periferia são pessoas de baixa renda. Não é “engraçado” como as pessoas são vistas pela quantidade de dinheiro que possuem e não pelo seu caráter?
A mídia só expõe o que ela vê na periferia, não colocando a opinião de outras pessoas e nem mesmo das pessoas que vivem dentro da periferia. E por morar fora de uma periferia e querer atrair o público através do sensaciolanismo visando o lucro, ela acaba fazendo com que a periferia seja mal vista pela sociedade.
Você concordaria se eu te falasse que todo o Brasil é violento e que todos são drogados? Acho que não. É a mesma coisa dentro de uma periferia, pois nem todos que estão lá são marginais, drogados.
Se você teve o mesmo pensamento, acho que estamos entrando no clima dessa conversa.
Com essa visão a população é separada em dois mundos. Um desses mundos é dos ricos, eles moram em lugares estruturados. O segundo é o mundo onde não existe uma boa infra-estrutura, ou seja, não existe rede de esgoto, água encanada, ruas asfaltadas, periodicidade no recolhimento do lixo, saneamento básico, escolas bem construídas...
O jovem quando sai de seu “MUNDO” para sair, se divertir, fazer compras ele se vê perdido em um mundo onde ele já deveria estar acostumado. E devido ele possuir uma cultura diferente como o seu modo de se portar e de se vestir e por morar na periferia, ele é mal visto pela sociedade. Sendo visto como um marginal e vândalo que a maioria das pessoas tem medo e querem se afastar, não se importando em conhecer e ver o seu caráter que é o que realmente tem importância.
Mas temos que mudar essa situação. Conversando a respeito desse assunto com o jovem Leonardo que é morador do bairro 1º de Maio, ele disse que a situação poderia ser mudada se os líderes de bairro e o governo cumprissem o que tanto prometem. Outras pessoas moradoras do bairro disseram que, devemos mudar isso com o nosso voto, nos juntando e fazendo a nossa parte.
A periferia não possui só coisa ruim. Os jovens da periferia possuem uma cultura diferente, como por exemplo: o seu jeito de se vestir, sua música é o hip hop e o funck. Possuem pessoas de garra, que querem uma vida a qual elas deveriam ter desde quando nasceram, por isso lutam por seus direitos. Embora a periferia tenha o mesmo direito que todos que moram fora dela, na prática esses direitos não são garantidos.

“Fronteiras existem, mas a nossa vida quem estipula limites somos nós”.



Meu dente e o posto de saúde

“A saga de um jovem no posto de saúde”

Primeiro dia: Hoje meu dente começou a doer muito, e resolvi ir ao posto de saúde aqui de Santa Rita.
Segundo dia: Passei a noite na fila do postinho, não consegui pegar a ficha, mas amanhã eu e meu dente voltaremos...
Décimo sexto Anador: Cara, a fila tá muito grande, vou pra escola e amanhã eu chego mais cedo. Chegando na escola meu dente começou a doer, mas dava pra levar assim mesmo, a dor era razoável. Quando chegou na aula de matemática, a dor aumentou muito e pedi ao professor para ir embora. Minha amiga com dó, me deu o décimo sétimo Anador.
Terceiro dia: Hoje eu consigo! Minha mãe veio comigo ao postinho. Chegamos às 2:00 horas da madrugada e já tinham 28 pessoas na nossa frente.
Quarto dia: Consegui a minha ficha. Hum, deixa-me ver... Nosso Deus, minha consulta ficou pra daqui a 19 dias! Até lá eu vou morrer de tanta dor de dente!!!
Dezenove dias depois: fui feliz ao posto, quando cheguei lá, o dentista estava de férias e voltava só na próxima semana.
O grande dia: Cheguei no posto, e como se não fosse pouco, ainda tive que enfrentar uma fila de espera para me consultar com o tão almejado dentista.
1 hora de espera: Consegui minha consulta com o dentista, mas ele me passou um remédio muito caro e que não tem no postinho. Pra você ter uma noção, o remédio é tão caro que quase foi meu salário todo.
Depois da compra do remédio: Fui ao posto de saúde, e não acreditei quando ouvi todos os médicos comentando que estavam em greve. Quase caí para trás com essa notícia, mas voltei para casa com a esperança de ainda conseguir arrancar esse bendito dente que não me deixa mais dormir. Aliás, não era só o dente que não me deixava dormir. Só de pensar que o dinheiro que eu gastei no remédio podia ser gasto em outra coisa, meu dente começava a doer.
2 meses após as greves do postinho de saúde : Fui decidido a vencer essa batalha custe o que custar. Cheguei ao posto de saúde e vi que meu dentista estava lá. Esperançoso, entrei na fila de espera e depois de alguns minutos consegui ser atendido e pude arrancar meu dente.
Chegando em casa: Fui ver um pouco de TV, e vi um depoimento de um médico que dizia: “Vamos entrar em greve, por que o governo tem atrasado demais os nossos salários, além da gente receber muito pouco, ainda fazem isso com a gente”.
Depois de ouvir aquela entrevista fiquei pensando: A gente vive reclamando que o atendimento nos postos de saúde é péssimo. Se pensarmos bem, a culpa não é apenas dos funcionários. Aliás, eles são poucos para muita gente. Por não ter equipamentos e medicamentos de qualidade, os postos de saúde acabam dando a comunidade um péssimo tratamento. Têm dias que o postinho tá tão lotado que não cabe nem uma perna lá dentro, causando vários tumultos que a gente vive vendo por aí.
Refletindo: Bom! A minha história retrata a realidade de muita gente. Hoje foi o meu dente, mas amanhã pode ser a perna da dona Maria, as costas da Luiza, etc. Na boa gente, as vezes eu fico pensando...embora muitos médicos atendam com má vontade, eles não são os únicos culpados pelo péssimo atendimento no postinho. Mas se a culpa não é deles, de quem é então? Será que é justo pagarmos impostos tão caros para termos uma péssima qualidade na nossa saúde pública? E o que a gente pode fazer para mudar isso? São coisas assim que me deixam indignado. Se a comunidade se reunisse para cobrar uma melhoria na saúde pública e nas condições gerais de nossos bairros, talvez algo poderia ser mudado.

ERA UM BAIRRO NADA ENGRAÇADO


ERA UM BAIRRO NADA ENGRAÇADO
NÃO TINHA POSTO ESTRUTURADO
NÃO TINHA AÇOUGUE E NEM LAZER
NÃO TINHA NADA PARA FAZER

NÃO TINHA RÉMEDIO E NEM FARMACIA
REDE DE ESGOTO E AGUA ENCANADA

E NEM PINICO TINHA AQUI
TEMOS QUE USAR O RIO ARIBIRI

TINHA ESGOTO A CÉU ABERTO
E AS ESCOLAS UM CACARECO
MAIS TINHA GENTE MUITO DECENTE
GANHANDO A VIDA HONESTAMENTE